sábado, 18 de outubro de 2014

Conheça a nova promessa gremista: Pedro Obermuller, de 12 anos

Jovem será bancado por empresário até os 16 anos, quando deve assinar contrato com o Grêmio

Pedro Lucas Obermuller. O torcedor gremista pode guardar este nome. Com apenas 12 anos, o j

ovem é apontado como um fenômeno do futebol carioca, foi disputado por Palmeiras, Flamengo e até mesmo o Real Madrid, mas acabou acertando vínculo junto ao Grêmio.

Quem trouxe a tona a história do jovem, foi o jornal gaúcho Zero Hora, em publicação desta segunda-feira. O jovem é apadrinhado por nada menos que Ronaldo Nazário, que chegou a levar o jovem para testes no Real Madrid, em 2011. O pequeno foi aprovado, mas com apenas nove anos na época, acabou não podendo permanecer no clube pela legislação não permitir a assinatura de contrato tão jovem.

Em dezembro, Francisco Obermuller, pai de Pedro, se encontrou com Jorge Machado, renomado empresário. Pedro Lucas não escondeu o seu desejo de jogar pelo Grêmio e Jorge assim, movimentou-se por. Contatou o clube gaúcho que prontamente abriu as portas.

O Grêmio oferecerá a sua estrutura e o jovem será bancado por Jorge Machado até que o garoto complete 16 anos, quando poderá assinar seu primeiro contrato com o Tricolor.

Já são vários os vídeos com jogadas dele no Youtube. Confira os lances da agora, nova promessa gremista:



sábado, 11 de outubro de 2014

Do pai a Taffarel, Tiago segue escola e é movido a provas de fogo no Grêmio

Em entrevista exclusiva, goleiro conta trajetória repleta de desafios, sufocos e pênaltis defendidos, que o levaram de pupilo de camisa 1 do Tetra ao gol do Tricolor


Aos 21 anos, Tiago estreou no Brasileirão com a árdua incumbência de substituir o convocado Marcelo Grohe sob as traves do Grêmio. Ainda garoto, demonstrou a frieza de um veterano para selar a meta na vitória por 2 a 0 sobre o Sport, na quarta. A tranquilidade do início promissor pode até ter causado surpresa aos mais de 13 mil gremistas que compareceram à Arena. Mas não espanta quem o conhece desde que deixou a pequena Irati, no Paraná, em 2008, com apenas 15 anos e uma “mochila às costas”, para bater à porta das categorias de base do Tricolor. Parecia trazer na bagagem a segurança e o talento de quem conquistou a bênção do goleiro do Tetra, Taffarel, e o apoio do atual titular do Tricolor, ao assumir a posição.

Tiago sempre esteve exposto à pressão. Sua trajetória é povoada por momentos em que esteve no limite. Quando desembarcou em Porto Alegre, já passou pelo primeiro teste no clube. Uma surpresa superada com facilidade. Agarrou três cobranças de pênalti e ganhou um contrato. Sob a tutela do atual preparador de goleiros, Rogério Godoy, estreou pelo Grêmio logo em um Gre-Nal, na base. Voltou a pegar pênalti na casa do rival e conquistou a admiração de Taffarel, que hoje é preparador com Dunga e que acompanhava a partida e prontamente o adotou como afilhado. O garoto aprendeu com as provas de fogo. E quer mais.

Nas equipes menores, foi lapidado como a grande promessa para a camisa 1 gremista. No juvenil, chegou a permanecer 17 jogos em sequência sem sofrer gols. Só foi vazado por um gol contra. Em 2009, foi integrado para um período de testes no grupo principal. Em 2011, convocado para defender a seleção sub-21, recebeu homenagens em Irati - sua cidade natal é Rio Azul. Encarou tudo isso com a frieza e a personalidade herdadas do pai, o ex-goleiro Luiz Carlos Machowski, seu grande incentivador. Assim como Marcelo Grohe, de quem recebeu, direto da Ásia, cumprimentos em mensagem de celular após a boa atuação contra o Sport - foram cinco defesas difíceis na partida. Sincero, ainda admitiu um dos raros momentos de nervosismo de sua carreira.

- É uma sensação muito boa ouvir o hino dentro de campo. É uma adrenalina muito forte. Bate um nervosismo, que quem espera no banco não consegue mensurar. Mas é só a bola rolar, para tudo voltar ao normal - relata.

Tiago conversou com a reportagem do GloboEsporte.com nas sociais do Estádio Olímpico, sua primeira casa em Porto Alegre. Ainda no pátio, começou a receber o reconhecimento de um fã, que o parou para fazer um elogio à atuação e registrar o encontro com uma foto. Acompanhado da irmã, Cristiane, com quem divide apartamento em frente ao estádio, demonstrou a mesma segurança esbanjada nos gramados para relatar sua trajetória.

- Eu sempre joguei. Agora que estou ficando no banco é complicado. Não é comigo ficar sentado olhando os outros jogar. Gosto de estar jogando, mas respeito o Marcelo - pondera.

GloboEsporte.com - Tiago, você começou ainda garoto como goleiro em Irati, no Paraná. Como foi esse início?

Tiago - Eu comecei com meu pai. Ele atuava no veterano do São Vicente, um clube de amigos de Irati. Sempre que tinha amistoso, ele deixava eu jogar. Aí, desde pequeno, eu com 10 anos, jogava com os mais velhos, de 40. Sempre no gol. Jogar na linha não é comigo. Aos 11, fui para a escolinha do Olímpico, clube da minha cidade. Fiquei um tempo e depois fui para o futsal, quando joguei no Guarani de Ponta Grossa. Lá, fui campeão Brasileiro do sub-11, em 2004. Fiquei quatro anos com o Guarani, e voltei para Irati, mas não era aproveitado. Eles davam poucas oportunidades. Só treinava e ficava largado. Fui para lá mais para pegar ritmo e preparo. Lá, não aparecia proposta para mim. Chegou até a aparecer uma proposta para jogar futsal pelo Joinville, mas não queria futsal. Queria campo.

Você falou que não era muito aproveitado pelo Irati. Como você despertou o interesse do Grêmio?

Entre 2004 e 2008, eu revezei entre o Irati e o Olímpico, outro clube da cidade. Eu fui jogar um torneio com o Olímpico em 2008, em Ubiratã. Nosso time ficou em terceiro lugar. Lá, despertei o interesse do América-MG, que disse que ia me contratar. Quando voltei para casa, o pessoal do Irati me disse que queria assinar meu contrato. Caí na onda e fui. Joguei quatro partidas e, na hora de assinar, estávamos indo para um torneio do qual o Grêmio participava. O Grêmio levou o sub-15, e eu era o reserva da equipe sub-20. Lá, o pessoal do Grêmio me viu aquecendo e entregou um cartão para o meu preparador na época, Roberto de Bosque. Eu voltei para Irati na segunda-feira. Na terça, meu pai já tinha ligado para cá (Grêmio) e marcado o teste.

Meu pai marcou o teste para a quarta-feira. Cheguei sozinho, de ônibus, apenas com uma mochila nas costas. Meu pai me deu uns trocados. Fui à sala da categoria de base e o pessoal me falou que não sabia de nenhum teste. Na hora, pensei: “Estou sozinho. O que vou fazer aqui?”. Logo tocou o telefone, e disseram que precisavam de um goleiro na escolinha do Grêmio em Rui Barbosa. Me perguntaram minha posição e minha idade. Nem fizeram teste, me entregaram uma passagem e me disseram que tinha uma pessoa me esperando lá. Cheguei às 13h30 a Rui Barbosa. O jogo era às 14h. Tive que me trocar no carro. Joguei quatro partidas e salvei o time dos caras. A gente entrou na semifinal para enfrentar o Inter com medo. Eles haviam ganhado todas as partidas por pelo menos cinco a zero. Acabou zero a zero. Eu fechei o gol, peguei três pênaltis na decisão e até desperdicei uma cobrança. Acabou o jogo, dirigentes do Grêmio e do Inter entraram em campo para me contatar. Aí o pessoal do Grêmio falou: “Não. Você é nosso”. Eu fiquei surpreso. Na hora, já ligaram para o meu pai e disseram que tinha passado no teste. Me deu aquele alívio.

E a estreia pelo Grêmio, como foi?

Fiquei quatro meses no infantil. Meu primeiro jogo foi a final contra o Inter, no Gauchão. Com o Rogerião (Rogério Godoy, atual preparador de goleiros do Grêmio). Me lembro que estava todo mundo nervoso com o Gre-Nal. Falando para ter pegada. E eu falei: “Para mim é um jogo normal. Como um treino. Se eu quero ser jogador, não posso ficar nervoso com um jogo”. O pessoal todo duvidou. O primeiro jogo foi a final no Beira-Rio. Peguei um pênalti e um rebote. Depois da partida, os companheiros me falaram: “Pô, moleque, não sentiu nada, mesmo. Parabéns”.

Você conheceu o Taffarel enquanto jogador da base e ele te teve como uma espécie de “afilhado”. Como foi esse contato?

Ele assistiu à primeira partida. Peguei o pênalti e o rebote. Depois, ele falou comigo. É bem brincalhão. Disse que até ele pegava a cobrança. Aí, eu provoquei e pedi para ele entrar em campo e pegar. Ele me deu muitas dicas. Para ficar em pé. Disse que goleiro não tem que fazer firula. Tem que fazer o simples. Hoje, procuro fazer o simples. Tem bola que não precisa pular e fazer cena. Agora, ele foi para o Galatasaray e nós perdemos um pouco o contato.

Como foi sua chegada a Porto Alegre, na época, com 15 anos de idade?

Eu fiquei três meses no alojamento aqui das categorias de base. Depois já mudei de apartamento. Moro ao lado do Olímpico, atrás do portão 10. Sempre morei sozinho. O meu empresário, Paulo Roberto (ex-jogador campeão do mundo no Grêmio), alugou para mim.

O Paulo Roberto foi uma espécie de segundo pai para você?

Ele me ajudou bastante. Vivia na casa dele. Eu morava sozinho aqui, né. Foi meu segundo pai. Acabavam os jogos no fim de semana, e eu sempre ia para a casa dele.

Em sua passagem pelas categorias de base, você foi sempre titular. Como você encara a reserva na equipe profissional?

Então, eu sempre procuro jogar. Treino o máximo possível para jogar. Fiquei oito anos no clube e nunca fui reserva. Eu sempre joguei. Agora que estou ficando no banco é complicado. Não é comigo ficar sentado olhando os outros jogar. Gosto de estar jogando. Gosto de estar na Arena, mas respeito o Marcelo. Ele está em uma fase que não tem o que falar. É goleiro de seleção por mérito. O momento é dele. Estou correndo atrás. Sou novo, mas oportunidade aparece. Quando aparecer, tem que dar conta.

Seu pai, Luiz Carlos Machowski, foi goleiro do Paraná nos anos 80. É inegável dizer que ele exerceu influência sobre você…

Ele sempre me ajudou. Esse ponto, de ficar tranquilo nos jogos. Peguei do meu pai. Desde o inicio me incentivou a ser goleiro. Não me obrigou. Desde que comecei a ter a visão foi porque eu quis. Vi ele jogar e queria ser igual a ele. O que ele não conseguiu, eu estou conseguindo. Graças à ajuda dele. Eu jogava quinta, sexta e sábado, e ele estava sempre atrás do gol me ajudando. Estou realizando o sonho dele.

Ele assistiu à sua estreia no Brasileirão na Arena?

Não. Ele teve de voltar para o Paraná. Mas lá, ele assistiu à partida com os amigos. Depois, me ligou e disse: “Isso, você aprendeu comigo”.

Você foi convocado duas vezes para as seleções de base. Como foram as experiências?

Eu fui convocado em 2011, para disputar a Copa Mediterrâneo, com a equipe sub-21. Foram sete jogos. Eu revezava com o César, do Flamengo em todos os jogos, menos na final, que ele foi titular. Me lembro que estava de férias em Irati, quando um amigo me falou da convocação. Eu falei: “Tu está louco?”. Depois, conferi na internet. Foi uma alegria. Fui o primeiro atleta da minha cidade a ser convocado. Fizeram homenagem, faixa, um monte de coisas. Em 2009, tinha sido convocado, mas o Grêmio cortou. Tinha recém subido para o profissional. Fiquei triste, mesmo estando no profissional, mas acabei me dando bem.

Como foi essa passagem pelo profissional, em 2009?

Um dos goleiros se machucou, e o sub-20 estava viajando. Então, me promoveram, e eu fiquei oito meses. Tinha 16 anos e quase fui relacionado para duas partidas, mas o Matheus acabou retornando à equipe. Naquela época, convivia com o Victor, então melhor goleiro do Brasil. A gente se dava bem. Até ia na casa dele. Os goleiros sempre se dão bem. São muito unidos.

Como você recebeu a notícia de que seria o titular contra o Sport?

O Felipão nos passou a escalação na terça-feira. Disse que eu seria titular e me pediu para ficar tranquilo em campo e para fazer o que vinha demonstrando nos treinamentos. Antes, estávamos ansiosos, eu e o Léo. Dando tudo da gente nos treinamentos.

E o Rogerião? O que ele te passou antes da partida?

Falou comigo durante 30 minutos ontem. Antes do jogo, conversou bastante. Para ele é uma honra. Sou o primeiro goleiro que ele aprova ainda no infantil e que estreia no profissional. É uma honra para ele e para mim. Sou amigo dele fora do clube. O cara merece. Está no Grêmio há nove anos.

Você conviveu com algumas lesões nas categorias de base. Como foi superar essa fase?

A pior que tive foi do ombro, em 2012. Fiquei sete meses parado. Foi na Taça São Paulo de Futebol Junior. Estava 5 a 0 para a gente. Teve um pênalti para eles. Peguei de mão trocada e caí em cima ombro. Me arrependo até hoje de ter defendido o pênalti. Foi na época em que estava em alta. Voltando de seleção de base em 2011.No primeiro jogo em 2012. Graças a Deus, fiz a cirurgia, inseriram quatro pinos no meu ombro e nunca me incomodou. Foi o Márcio Bolzoni (médico do Grêmio) que fez. Agradeço até hoje.

Você chama a atenção por ter um tipo físico mais “encorpado”. Houve alguma cobrança sobre excesso de peso?

Sempre. Minha estrutura sempre foi essa. Não vai mudar. Não é por que todo mundo fala que vou mudar meu estilo. Sou assim e sempre vou ser. Até hoje tem cobrança. É meu tipo. Sou o primeiro a chegar para o treino. Treino bastante. Faço muito mais ainda. Cuido da alimentação. Sempre cuidei. Antigamente, não cuidava tanto. Agora, estou me cuidando. É do meu corpo que preciso para trabalhar. Mesmo me cuidando, sou assim. Não vou mudar.

Titular contra o Sport, presença encaminhada contra o Palmeiras. Qual o próximo passo, depois da volta de Marcelo?

Vou seguir treinando e trabalhando forte. O que eu quero é jogar. O Marcelo tem dois cartões amarelos, então tenho que estar preparado para entrar quando for chamado.

GloboEsporte.com

Goleiro Cláudio Taffarel


  • Nome completo: Cláudio André Mergen Taffarel
  • Clube atual: Aposentado
  • Posição: Goleiro
  • Data de nascimento: 08/05/1966
  • Nacionalidade: Brasileira
  • Local de nascimento: Santa Rosa (RS)
  • Altura: 1,81m
  • Peso: 80kg
  • Estreia: Pelo Internacional, em 1985
CLUBES
  • Internacional (RS): 1985 - 1990 
  • Parma (ITA): 1990 - 1993 
  • Reggiana (ITA): 1993 - 1994 
  • Atlético (MG): 1995 - 1998 
  • Galatasaray (TUR): 1998 - 2002 
  • Parma (ITA): 2002 

HISTÓRIA

Em 1983, quando tinha 17 anos, Taffarel era goleiro do pequeno Tupi de Crissiumal, equipe do interior do Rio Grande do Sul. Apareceu no Grêmio, fez testes e foi reprovado. No ano seguinte, também foi mandado embora do Internacional-RS. Só seria aprovado em sua terceira tentativa, de novo no Colorado, dois anos depois.

Frio, seguro, arrojado nos casos de necessidade, Taffarel sempre teve que trabalhar muito para mostrar o seu valor. Seis meses depois de passar pela peneira do clube, ele era campeão mundial de juniores pela seleção brasileira, em Moscou. O ano era 1985 e, naquele tempo, Taffarel ainda era chamado de Cláudio.

Promovido a titular do Internacional em setembro, nunca teve muita sorte com a camisa colorada, que vestiu até 1990. Principalmente em Gre-Nais. Mesmo assim, com suas defesas milagrosas, levou o Inter às finais das Copas União (Brasileiro) de 1987 e 1988. Ambas perdidas, para Flamengo e Bahia.

Em 1990, Taffarel tornou-se o primeiro goleiro brasileiro a jogar no futebol italiano, defendendo o Parma e, depois, o Reggiana. Vestiu também as camisas o Atlético-MG e do Galatasaray, da Turquia.

A verdade é que com a camisa da seleção brasileira Taffarel, que já era bom em clubes, se transformava. Tornou-se um especialista em defender pênaltis, além de contar com muita sorte nas cobranças que batem na trave ou passam longe do gol.

Foi assim que Taffarel acabou sendo peça central na conquista do tetracampeonato mundial em 1994, nos Estados Unidos. Na final, ele segurou a cobrança do italiano Massaro e viu Roberto Baggio isolar a bola por sobre o travessão. Mas ele ainda era um goleiro muito criticado, capaz de cometer falhas e tomar alguns frangos, o que para muitos era sinal de que ele deveria passar a camisa da seleção para outro.

Mas o técnico Zagallo confiava na sua experiência de duas Copas do Mundo (1990 e 1994) e decidiu mantê-lo na posição para o Mundial da França, em 1998. E contra a Holanda, lá estava Taffarel para colocar o Brasil em mais uma final. Defendeu as cobranças de Cocu e Ronald De Boer, uma espécie de resposta a seus ferozes críticos.

Depois do título perdido para a França, Taffarel enfim abandonou a seleção e, quando ninguém mais achava que ouviria falar em seu nome, ele colocaria mais uma faixa de campeão no peito.

Conquistou pelo Galatasaray, da Turquia, a Copa da Uefa de 2000, título inédito para uma equipe turca. As defesas de Taffarel, além da sua sorte na cobrança decisiva de pênaltis contra o Arsenal (ING), foram fundamentais. Nas ruas de Istambul, ele foi recebido como herói.

Em 2002, deixou a equipe turca para atuar no Parma (ITA), mas por um período breve. O goleiro tetracampeão mundial deixou o futebol no mesmo ano. Atualmente, o ex-goleiro gaúcho agência a carreira de alguns jogadores ao lado do também ex-atleta Paulo Roberto, campeão mundial pelo Grêmio em 1983.

UOL


terça-feira, 30 de setembro de 2014

"Meia goleador", filho de Índio assina vínculo com Inter e segue trilha do pai

Marquinhos tem 14 anos, é meia-atacante veloz e de habilidade, e se inspira em Cristiano Ronaldo e James Rodríguez nas categorias de base do Inter


Aos 14 anos, Marquinhos já tem bastante história para contar. Também pudera. Filho do zagueiro Índio, multicampeão pelo Inter, desde pequeno convive no meio do futebol. Lilian, esposa do jogador e mãe do menino, conta que a primeira palavra que ele aprendeu foi "bola". O primeiro presente? Uma bola. Ainda criança, aproveitava os momentos de fim de treino do pai para jogar com atletas colorados, entre eles o ídolo D'Alessandro. Agora, já faz parte das categorias de base do clube. Vive a rotina de treinamentos, jogos, campeonatos, cobranças. Na última semana, assinou o primeiro vínculo. Foi surpresa. Momento de orgulho que a família - que se completa com Gabriela, de 11 anos, outra filha do casal - guarda como uma conquista. Apenas uma de muitas que esperam participar.

O GloboEsporte.com visitou Lilian, Índio e Marquinhos na semana passada. Conheceu um pouco da história da família e principalmente do futuro jogador profissional, que se inspira em nada menos que Cristiano Ronaldo e James Rodríguez, craques do Real Madrid. É meia-atacante, e segundo os pais corujas, faz muitos gols. Enquanto dá os primeiros passos, o menino conta, com brilho nos olhos, a emoção que sentiu no momento da assinatura.

- Eu estava no treino e meu coordenador falou que eu tinha que subir lá (na sala dele) depois. Aí ele disse que eu precisava assinar uns papeis, e era para eu levar para casa para meus pais assinarem. Cheguei em casa, abri o documento, e estava escrito "contrato do atleta" - lembra, interrompido pela mãe:

- Ele me ligou e disse mãe, mãe, mãe! Eles querem assinar, mãe! - diz Lilian, cheia de orgulho. - Estávamos levando mais como uma brincadeira. Deixamos ele à vontade e não cobramos nada do clube. Mas como ele estava sendo muito bem aproveitado e vinha se destacando, o clube se interessou em regularizar - completa.

Esse primeiro vínculo de Marquinhos com o Inter é chamado de bolsa para formação do atleta, e vai até 2017. No ano que vem, ele passa a receber um auxílio, que servirá como um primeiro salário. É o pontapé inicial para a carreira de jogador profissional com a qual ele sonha.

MARQUINHOS SONHA ALTO

O desejo de Marquinhos, como o de muitos meninos que começam a jogar futebol, é atuar fora do país. De preferência na Europa. O clube preferido do filho de Índio é o Real Madrid, da Espanha. E ele sonha, um dia, alcançar o nível dos ídolos da equipe madrilenha.

- Espero um dia ser igual a eles. Eu vejo jogos, jogo vídeo game e já criei até meu personagem no Real Madrid - revela.

Mas a realidade dele, por enquanto, é Porto Alegre. Acompanha os jogos do Inter e admira, além do pai, o capitão D'Alessandro. Na base do clube há três anos, ainda que tenha começado a ganhar mais oportunidades em 2014, tenta reproduzir no campo as características dos jogadores estrangeiros que gosta de assistir. Mas também cria sua própria identidade. 

- Sou um cara que gosta de driblar, fazer gol. Jogo pelo lado esquerdo do campo, gosto de puxar para o meio e chutar para o gol - define Marquinhos, que costuma ouvir as orientações do técnico e colocar em prática. - Às vezes, quando eu faço alguma coisa, ele me diz para melhorar. Aí eu vou lá e treino um pouco mais. É assim - diz.

Quando recebeu a reportagem, Marquinhos recém havia chegado do treino, na cidade de Alvorada, Região Metropolitana. É lá que a categoria dele, sub-14, trabalha. Sorridente, vestia camiseta, bermuda e uma sandália. Mesmo cansado da rotina de aula pela manhã e treinamento à tarde, desceu do apartamento localizado em um luxuoso condomínio na zona norte de Porto Alegre com uma bola em mãos. Na quadra onde a entrevista e as imagens foram feitas, entre uma frase e outra, pausa para bater uma bolinha. Descalço mesmo, sozinho ou com o pai. 

Depois, encontrou amigos em outra quadra de futebol. Não deu outra: juntou-se a eles para uma partida. A mãe, Lilian, diz que é sempre assim. E a correria do dia a dia, que já é de uma vida de adulto, não incomoda Marquinhos.

- Se é o que eu quero, o que eu gosto, isso faz parte - pontua.

MÃE E PAI: FÃS E CONSELHEIROS

Pais, torcedores e fãs. Assim são Índio e Lilian. Os dois também participaram da entrevista e falaram sobre o orgulho que sentem de Marquinhos. E também da filha Gabriela, que preferiu ficar em casa. Diferente do irmão e do pai, ela não foi para o lado do futebol, e sim para a dança, segundo a mãe.

Em diversos momentos da conversa, Lilian fazia questão de ressaltar que a educação vem em primeiro lugar. Marquinhos só é autorizado a faltar alguma aula para ir a treino ou jogo, em horários que coincidem, se ele estiver bem no colégio. Atualmente, é elogiado. 

- Tem dias que tem treinos de manhã e de tarde também. Aí como ele está bem na escola, vamos jogando, de repente falta um dia ou outro, para poder participar. Mas o principal é o estudo - frisa a mãe. - Queremos que ele continue estudando. Ele tem uma cobrança grande, até pelo pai que tem, que conquistou tudo que conquistou, mas a primeira coisa é o estudo - completa.

Índio, com toda a experiência que tem no futebol, aproveita para aconselhar o filho. 

- A gente conversa. Eu digo que muitas vezes vão falar que ele é meu filho... Mas ele mesmo se cobra bastante para estar sempre bem - comenta. - Vejo muita vontade nele, ele chega do colégio e já quer ir para o treino. Isso é um orgulho, e ele também é obediente.

A palavra que resume o sentimento dos pais ao assistirem a treinos ou jogos é nervosismo. Lilian revela que Índio é daqueles torcedores que não param de falar, incentivar, cobrar. Que certa vez até levou bronca de Marquinhos. Pediu para o pai pegar mais leve, pois já estava "pagando mico". 

- E como mãe é pior. Agora eu entendo porque a mãe do Índio ficava tão nervosa nos jogos dele - diz Lilian. - É medo de machucar, a preocupação é maior.

O amor do filho pelo esporte é inegável. E por isso os país fazem questão de contribuir com o que for necessário para que ele conquiste o sonho. 

- A primeira palavra dele foi bola, o primeiro presente (foi uma bola). E olha que o Índio é bem tranquilo. Quem deu a primeira chuteira para ele ainda foi meu pai. Ele era bem pequeno, tinha uns três aninhos de idade. A ponta da chuteira ficou toda gasta, de tanto jogar! - lembra Lilian.

O futuro recente, no entanto, é incerto. A família decidirá o que será melhor para todos ao fim do ano. Isso porque o contrato de Índio com o Inter se encerra em dezembro. O jogador ainda não sabe se irá se aposentar, se continuará jogando, ou se fará outra atividade. Nada foi definido. Ao menos não ao ponto de ser divulgado. Lilian tem uma clínica estética em Assis, interior de São Paulo, onde também vivem parentes do casal. Uma visita para matar a saudade, é um dos objetivos. Certo é que, aconteça o que acontecer, Marquinhos continuará jogando futebol. 

COM A PALAVRA, O COORDENADOR E O TÉCNICO

Coordenador da categoria de Marquinhos, Felipe Kssesinski diz que o menino chamou atenção da comissão técnica há três anos pela desenvoltura apresentada quando jogava com o pai e outros jogadores do Inter após um treino no Beira-Rio. O técnico, Matheus Costa, diz que desde o primeiro momento viu potencial. Ele define Marquinhos como um atleta "muito talentoso".

- É um jogador ofensivo, tem excelente drible, controle de bola e projeção. Acreditamos nele - destaca Matheus. - Tem posicionamento de área muito interessante para a idade dele. Tem uma leitura de jogo que surpreende - acrescenta Felipe.

O primeiro título que Marquinhos conquistou com o grupo sub-14 foi o turno do Campeonato Gaúcho, em agosto. Segundo o coordenador, em todos os jogos que ele entrou, fez gols. Motivo de vibração para a mãe.

- Ele fez quatro gols em três jogos, dois gols em um jogo só - conta Lilian, empolgada.

As presenças de Marquinhos ficaram mais frequentes nos treinos neste ano. Só não consegue comparecer ao trabalho todas as segundas em razão das aulas em dois turnos na escola. Os jogos ocorrem aos sábados e domingos. Com participação mais efetiva, conseguiu ganhar espaço maior. O único ponto que precisa evoluir, no momento, é a "maturação", como explicam o coordenador e o treinador do meia-atacante.

- Ele vem se soltando aos pouquinhos. Ainda é frágil, é menor em relação aos colegas, o que não o faz ter um rendimento limitado, ele é inteligente - comenta Felipe.

O crescimento de Marquinhos dentro do grupo, conforme os dois profissionais, não tem nenhuma relação com o fato de ele ser filho de Índio. Assim como os pais do menino, técnico e coordenador não ligam o nome dele ao do zagueiro do Inter para não misturar as coisas.

- É uma coisa que eu sempre falo para ele. O Índio tem a história dele pelo clube. E o Marquinhos está no clube pelo talento que ele tem. De repente o Índio ajuda pelo perfil de atleta. Mas ele está aqui hoje pela qualidade - ressalta Matheus.

- Os meninos têm um respeito muito grande pelo Índio, não misturam isso, são todos amigos - acrescenta Felipe.

Globo Esporte

Flamengo contrata goleiro de 16 anos e 1,96m da base do Botafogo

Rodrigo Antunes vibra com oportunidade de defender clube pelo qual toda sua família torce: "Vou fazer de tudo para honrar o manto sagrado"



O Flamengo acertou com goleiro formado na base do Botafogo. Trata-se de Rodrigo Antunes, que completa 17 anos em 12 de novembro. Ele assina contrato de um ano com o Rubro-Negro nesta terça-feira. 

- Estou muito feliz com essa nova oportunidade. Minha família toda torce pelo Flamengo e vou fazer de tudo para honrar o manto sagrado - vibrou o jovem.

Rodrigo, de 1,96m e 90kg, foi reserva na campanha vitoriosa do Botafogo no Torneio Octávio Pinto Guimarães (OPG) de 2013. Na maior parte do torneio, tinha apenas 15 anos. Seu ex-clube foi campeão justamente contra o Flamengo, em 23 de novembro, 12 dias depois de o garoto completar 16 primaveras.

Globo Esporte

domingo, 28 de setembro de 2014

Inter afasta joia da base e investiga possível 'gato' no time sub-23


Fernando Baiano, destaque nas categorias de base do Internacional, está atualmente afastado dos jogos do time sub-23. A suspeita é que o registro do meia-atacante tenha sido adulterado, fato que levou os dirigentes do clube gaúcho a abrirem uma investigação para apurar o possível caso de 'gato'. Com passagem até pelo Lyon-FRA, o atleta tem oficialmente 19 anos.

O afastamento da equipe dirigida por Clemer foi reiterado na última quarta-feira (03), quando o time sub-23 do Inter entrou em campo pela Copa Fernandão, diante do Marau, e Fernando Baiano sequer ficou no banco de reservas.

A situação é tratada com extremo cuidado pelos dirigentes. O clube gaúcho confirma as suspeitas e diz que um processo de investigação sobre registros e dados do jovem está em andamento. Nos documentos junto à CBF, Fernando Baiano tem o dia 20 de março de 1995 como sua data de nascimento.

"Existe esta situação e estamos investigando. Estamos trabalhando para apurar o que é verdade e o que é rumor neste caso", disse um dirigente do clube gaúcho que pediu anonimato.

Considerado uma das grandes promessas do Colorado nos últimos anos, Fernando Amorim ganhou o apelido de Baiano por ter nascido no interior do estado nordestino e chegou ao Beira-Rio em 2009. Antes, passou pelo Vasco e, em 2011, foi pra o Lyon, da França. Sem acerto com o clube europeu, voltou para Porto Alegre.

Com Clemer, chegou a treinar mais de uma vez no elenco principal. Neste ano, participou de dois jogos do Gauchão com a equipe sub-23. Entrou no decorrer do confronto com o São Luiz-RS e foi titular na partida diante do Novo Hamburgo, ambas em janeiro.

O vínculo de Fernando Baiano com o Internacional se encerra em 24 de janeiro de 2015. Longe dos treinos do time sub-23, ele aguarda o final da investigação dos dirigentes para saber se tem alguma chance de renovar contrato. Os agentes do jogador foram procurados pela reportagem, mas não retornaram as ligações.

UOL

domingo, 14 de setembro de 2014

André Grunitzky foi escolhido entre cem jovens para testes no Internacional de Porto Alegre

André Grunitzky foi escolhido entre cem jovens para testes no Internacional de Porto Alegre

O futebol está no sangue e a mãe conta que desde pequeno a bola já fazia parte da rotina diária de André Grunitzky. O jovem anitense de 16 anos, com um 1,80m é a revelação no futsal e futebol da região e foi destaque na peneira realizada em Lages, nos dias 7 e 8 de setembro, oportunidade em que mais de cem atletas de diferentes categorias, vindos de todo o país, mostraram se são bons de bola.

André e Lucas Rodrigues, de Lages, chamaram a atenção durante a seleção de jovens destaques no futebol para testes no Internacional de Porto Alegre. Sob os olhos do avaliador Eduardo Arrue, eles foram os únicos escolhidos entre mais de cem participantes. Da seletiva realizada em Lages, Apenas os dois terão a chance de vivenciar os dias de testes e treinamentos na categoria de Base, no CT Alvorada do Internacional, em Porto Alegre.

Os próximos testes acontecem no dia 23 de setembro e desde já o jovem anitense treina horas a fio para, quem sabe, conquistar um lugar no seu time do coração, o Internacional, iniciando na categoria Sub-16.

De acordo com o atleta que foi revelação na Copa dos Lagos e também no campeonato municipal de Anita Garibaldi neste ano, o teste em Lages surgiu casualmente, quando ele estava vendo o site do Inter e, num clique errado, descobriu sobre o teste. “Descobri por acaso. Fiz a inscrição no teste e comecei a treinar. A expectativa é grande e estou contando com o apoio dos meus pais”, comentou o jovem atleta.

Segundo o pai de André, Cladimir Grunitzky, essa é uma chance que poucos conseguem e, por isso o jovem tem que aproveitá-la ao máximo.

Agora, André treina para chegar ao Inter nas próximas semanas, mostrando que o futebol está no sangue e jogar bola vai muito além de um hobby.

Correio dos Lagos